28/02/2006 02:51 "Record" ANTÓNIO GASPAR CONTA COMO RECUPEROU PUBALGIA DE MANICHE
Cúmplices no ginásio

O final de 2005 foi penoso para Maniche. Um problema de pubalgia veio acrescentar-se àqueles que já tinha de ambientação no Dínamo de Moscovo e por algum tempo o médio da Selecção Nacional temeu que a época que vai terminar com o Mundial da Alemanha podia estar em perigo. Mas em meados de Dezembro tudo acabou por se compor. No dia 12, devidamente autorizado pelo clube moscovita, Maniche foi operado em Lisboa pelo médico ortopedista da Selecção Nacional, Henrique Jones, que teve a seu lado na sala de operações o cirurgião Fernando David.

Recuperação

Uma semana depois, a 19 de Dezembro, Maniche entregou-se aos cuidados do fisioterapeuta António Gaspar e durante mais de mês e meio os dois trabalharam duro para que o jogador pudesse voltar à normalidade.

"Só tenho de agradecer o esforço, a dedicação e o carinho do dr. Jones e do António Gaspar", sublinha Maniche a Record, numa visita à clínica FisioGaspar, onde o especialista e o jogador nos mostraram como foi o seu dia-a-dia naquele período.

"O trabalho de recuperação do Maniche foi feito em quatro fases", conta-nos António Gaspar. "Nos dias imediatos à operação foi de terapia e correcção; depois, de normalização da estrutura muscular e articular, passando depois para trabalho de campo, no Estádio Nacional, primeiro sem bola e depois com bola, e piscina. Fizemos duas sessões por dia, de hora e meia cada, quase sempre seis e por vezes sete dias por semana. O Maniche aplicou-se totalmente na sua recuperação e acabou por facilitar o meu próprio trabalho."

Ansiedade

Maniche recorda: "Não escondo que foi um período de alguma ansiedade para mim. Havia a questão do Dínamo de Moscovo e do meu futuro imediato, que já estava a ser pensado, mas também alguma certeza quanto à recuperação de forma a conseguir a transferência dentro do período permitido. Felizmente que tudo acabou em bem", confidencia o jogador.

Maniche faz questão de sublinhar "o grande profissionalismo" de Henrique Jones e António Gaspar. "Sem querer pôr em causa o departamento médico do Dínamo de Moscovo, aqui tinha pessoas amigas que me davam todas as garantias. Numa situação destas, estamos sempre mais à vontade quando trabalhamos com pessoas da nossa total confiança. A eles, o meu obrigado."

Autor: JOSÉ CARLOS FREITAS
Data:
 Terca-feira, 28 Fevereiro de 2006 - 02:51